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EXPOSIÇÃO TWO-WAY STREET LEVA QUATRO ARTISTAS BRASILEIROS A NOVA YORK

Chivitz, Nove, Presto e Ramon Martins participam da coletiva em mais uma iniciativa das galerias Choque Cultural e Jonathan LeVine Gallery

Por Cartaz Comunicação
Fotos Divulgação

A galeria Jonathan LeVine apresenta a exposição coletiva Two-Way Street com quatro talentos da arte urbana brasileira, Chivitz, Nove, Presto e Ramon Martins. O título faz alusão à parceria firmada em 2007 entre a galeria nova-iorquina e a Choque Cultural.
 
Em sua visita ao Brasil em janeiro deste ano, o galerista Jonathan LeVine selecionou os quatro artistas, pessoalmente, para que apresentem pinturas inéditas na exposição que segue até 21 de agosto. “Queremos reforçar a parceria e intercâmbio cultural que as duas galerias estão promovendo, além de reforçar nosso compromisso em lançar novos talentos no exterior”, comenta Baixo Ribeiro, sócio-curador da Choque Cultural.
 
Essa conexão São Paulo - Nova York vem gerando conteúdo desde 2007 e apresentou artistas como Titi Freak, Carlos Dias e Stephan Doitschinoff ao público americano. Tara McPherson, Gary Baseman e Shag foram alguns dos americanos que passaram pela galeria em São Paulo.

Chivitz esteve presente na Choque Cultural em exposição no início de 2010, marcando a sua entrada para o casting da galeria. Em sua primeira exposição individual na Choque Cultural, Chivitz apresentou uma série de telas pintadas com spray, além de intervir nas paredes do porão da galeria.
 
O artista é conhecido há cerca de 10 anos nas ruas de São Paulo por seus grandes personagens coloridos onde predominam o lilás, o cinza, o preto e o branco. Nas ruas Chivitz explora pinturas figurativas, com influência dos cartoons. Já nas telas o artista parte para uma ‘abstração pop’, com referências de graffiti e tatuagem.

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Nove, 26 anos, estreou na Choque Cultural em 2009, com uma exposição de pinturas feitas em acrílica e spray sobre paredes, telas e restos de móveis de madeira encontrados na rua. 

É um artista da nova geração que está recuperando o gosto pelo apuro técnico, pela práxis das artes plásticas. Nove mostra muito vigor na pesquisa e experimentação de suportes e explora bem a tensão entre a sua estética delicada colocada sobre superfícies rudes.   

Presto fez a segunda individual recentemente na Galeria Choque Cultural, mostrando uma grande instalação no porão, com um painel de 320 x 150 cm, além de outras pinturas sobre tela e madeira.

Presto (aka Márcio Penha), estudou na Escola Carlos de Campos, berço de muitos artistas que se consagraram no graffiti paulistano, como Speto, osgemeos e Onesto entre outros. Começou a pintar nas ruas em 1996 e, desde então, desenvolve um imaginário próprio, formado por figuras fantásticas e uma caligrafia rebuscada, quase abstrata.

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O artista mistura surrealismo com cartoon e cria um universo pop e carismático. Ele também vai buscar referências em nomes, como Fernando Gonzales, Laerte, Angeli, Don Martin e Moebius. O desenho e a pintura de Presto são muito delicados e seus suportes são escolhidos, construídos, destruídos e reconstruídos com maestria. Telas envelhecidas, madeiras desgastadas, lona de caminhão e metal enferrujado se transformam no background perfeito para o artista colocar seus coloridos personagens de cartoon.  

Ramon Martins nasceu em São Paulo, em 1980. Bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard de Minas Gerais, Ramon funde a experimentação do estúdio com a energia da rua. Faz graffiti, performance, instalações, esculturas, sitio especifico e pintura em telas. É nesse ofício, a pintura, que sintetiza seu estilo fluido, cheio de misturas técnicas surpreendentes. Sua obra revela sensualidade, um acento pop-psicodélico, com influência de arte africana e indiana.

Atualmente, Ramon Martins está em cartaz na Choque Cultural com a exposição Arapuca que é uma instalação com iluminação e sonoplastia especial. Ramon gravou sons em Barra Longa, interior de Minas Gerais que inclui ruídos de pássaros, grilos e da água de rios. A iluminação principal é produzida através de esculturas de madeira trançada. As telas de Ramon Martins são o coração da exposição Arapuca e marcam bem o traço sofisticado do artista, que usa bicos de spray por ele “inventado”, com um traçado finíssimo. O resultado é uma impactante mistura de pintura-força de jatos de spray explodindo sobre a tela, ornamentado por delicados desenhos gestuais. É exatamente com essa técnica que Ramon Martins vai pintar a nova fachada da galeria.

Também participou do projeto R.U.A - Reflexo on Urban Art - Lines, Colours and Forms of Brazilian Urban Art, em Roterdã, ao lado de artistas brasileiros como Onio, Speto e Onesto, onde pintaram grandes murais nas ruas da cidade. Ramon foi um dos seis artistas participantes da mostra De dentro para fora/ De fora para dentro, que esteve em cartaz no MASP de novembro de 2009 a fevereiro de 2010, levando cerca de 130 mil pessoas ao principal museu de arte contemporânea da América Latina.


Choque Cultural na Suíça
Uma das premissas da Choque Cultural é a promoção de seus artistas internacionalmente. E é nesse empenho que a galeria paulistana chegou recentemente à Suíça com um QG temporário paralelo à Art 41 Basel, principal feira internacional de arte contemporânea e moderna, dentro do projeto Brasilea. Os galeristas Baixo Ribeiro, Eduardo Saretta e Mariana Martins apresentaram, durante um mês, uma amostra do legado que vem construindo no Brasil, dedicado a arte pop contemporânea.

“Fomos à Basel para iniciar um projeto de longo prazo envolvendo arte pública e renovação da área portuária local. Notamos que, embora seja um primeiro contato, o público se sente atraído pelo trabalho dos artistas que mostramos por lá”, conta Baixo Ribeiro. A Choque Cultural montou uma instalação com trabalhos de artistas, como Pjota, Titi Freak, Zezão, Carlos Dias, Marcia Lancelotti e o coletivo SHN. Além disso, o filme “No traço do invisível”, de Laura Faerman e Marília Scharlach, que revela o trabalho de Zezão, seu processo criativo e sua relação com o subterrâneo das metrópoles, também estava em exibição.

A Brasilea, que conta com Daniel Fausti como diretor, é uma instituição cuja missão é promover a cultura brasileira na Suíça. “Essa parceria entre a Brasilea e a Choque Cultural visa amplificar a visibilidade dos novos talentos brasileiros por meio de eventos e ações artísticas tanto no espaço expositivo da Brasilea quanto nas ruas de Basel, revela Eduardo Saretta. Dessa iniciativa realizada durante a semana de feiras suíça, deve surgir um trabalho a longo prazo que vai levar artistas brasileiros, do casting da Choque Cultural, para uma nova exposição e intervenções urbanas em 2011. Além disso, a Brasilea segue comercializando produtos e obras da Choque Cultural.


Two-Way Street @ Jonathan LeVine Gallery
4 a 21 de agosto de 2010
529 West 20th Street, 9º andar
Nova York, NY 10011
Terça-feira a sábado das 11h às 18h
www.jonathanlevinegallery.com

 
 
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