arte
foto Serge Gainsbourg


ARTE FRANCESA
Comemorações do Ano da França no Brasil
Por Luciana Mattiussi
Fotos: Divulgação

O clima de passion invadiu toda São Paulo por causa das comemorações do Ano da França no Brasil. Cinema, mostras, exposições e música são algumas das atrações na capital paulista, todas com o mais charmoso sotaque francês. Por isso mesmo, vale a pena dar um tempinho na correria do dia-a-dia para dar uma conferida na programação cultural que a UNIT Magazine preparou para vocês.

Exposição multimídia sobre Serge Gainsbourg
Sesc Paulista – Av. Paulista, 119
Tel: 3179-3700
A principal atração é a banda Les Provocateurs, liderada por Edgar Scandurra. No repertório, as músicas mais representativas do artista francês – como a clássica Je t’aime, transitando entre a chanson francesa, o reggae e o rock. Gainsbourg, que morreu em março de 1991, também ficou famoso por seus relacionamentos com Brigitte Bardot e Jane Birkin e seu trabalho como ator e diretor de cinema
.

Arte na França 1860-1960: um século de realismo na pintura francesa
MASP – Av. Paulista, 1578
Tel: 3251-5644
Ingressos: R$ 15 (inteira) e R$ 7 (meia)
A mostra traz 118 obras de artistas influenciados pelo realismo francês, como Courbet, Balthus, Delacroix, Soutine, Van Gogh, Derain, Rousseau, Miró, Picasso e Giacommetti, entre outros. Além do acervo do próprio MASP, as telas fazem parte das coleções da Fundação Berardo, do Musée d’Orsay, Musée de l’Orangerie, Museu Nacional de Arte Moderna, Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris e Museu de Quimper.

pintura

Exposição Entre-Temps : obras do museu de arte moderna de Paris
MIS – Av. Europa, 218
Tel: 2117-4777
Ingresso: R$ 4
Vídeos, filmes e slideshows traçam um panorama significativo da arte contemporânea. Com curadoria de Odile Burluraux e Angeline Scherf, a mostra trouxe a São Paulo 11 trabalhos de artistas franceses ou radicados na França, cuja produção emergiu no início dos anos 90. Os destaques são Dominique Gonzalez-Foerster, Philippe Parreno e Pierre Huygue. “A mostra traz um recorte sensível que nos deixa perceber uma coerência nos propósitos da arte contemporânea francesa e reúne um grupo de artistas consciente das práticas relacionais e das ações colaborativas entre eles”, DIZ Daniela Bousso, diretora executiva do MIS.

foto zidane

Retrospectiva Chris Marker
MIS – Av. Europa, 218
Tel: 2117-4777
Batizada de “Chris Marker, bricoleur multimídia”, a mostra apresenta 33 trabalhos do documentarista entre filmes, vídeos e séries de TV. O mais conhecido deles é o curta “La Jetée”, de 1962, que inspirou o filme “Os 12 Macacos”, de Terry Gilliam. Outro destaque é “Sem Sol” (Sans Soleil), de 1982. Os dois são considerados as obras-prima do diretor. Em “Falamos do Brasil: Torturas” (On vous Parle Du Brésil: Tortures), de 1969, Marker entrevistou presos políticos.

Retrospectiva Jean Rouch

Cinemateca - Largo Senador Raul Cardoso, 207
Tel: 3512-6111
Considerado uma das principais referências do grupo de intelectuais e cineastas que deram origem à Nouvelle Vague, Rouch foi um dos maiores entusiastas do cinema direto. Ele gostava de elevar os personagens retratados ao primeiro plano, como sujeitos e não objetos do discurso fílmico. Engenheiro formado e doutor em etnologia pela Sorbonne, em 1953, Jean Rouch filmou bastante na África, passando por Niger, Costa do Marfim, Mali, Gana, Burkina Fasso e Benim.

“À procura de um olhar”
Pinacoteca – Estação da Luz, 2
Tel: 3324-1000
A exposição fotográfica apresenta o trabalho de Pierre Verger, Marcel Gautherot, Jean Manzon e Claude Lévi-Strauss, e de fotógrafos franceses e brasileiros contemporâneos.

Collège de France no Brasil: Cátedra “Lévi Strauss”

IEA – Av. Profº Mello Moraes, 1721 – Cidade Universitária
Tel: 9601-2831
Os fãs de literatura e ciências sociais podem participar dos eventos organizados pelo Instituto de Estudos Avançados da USP. Neste mês, os palestrantes convidados são os integrantes do Collège de France no Brasil Roger Chartier – titular da cátedra “Escrita e Culturas na Europa Moderna” – e Antoine Compagnon, que responde
pela cátedra sobre “Literatura Francesa Moderna e Contemporânea: História, Crítica e Teoria”.

 

 
 
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