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WOLFGANG TILLMANS

Por Unit Team
Fotos Divulgação

Wolfgang Tillmans, um dos maiores artistas alemães da atualidade e primeiro fotógrafo a ganhar o Turner Prize, escolheu pessoalmente o Museu de Arte Moderna de São Paulo para fazer sua primeira individual na América do Sul. A exposição, que vem da Serpentine Gallery, de Londres, ganha montagem e recorte exclusivos para a Grande Sala do museu pelas mãos do próprio artista, com obras que não estavam na versão anterior, que é o caso de dois vídeos.
Nascido em Remscheid (Alemanha), em 1968, e dividindo seu tempo atualmente entre Londres e seu estúdio em Berlim, Tillmans coleciona prêmios e exposições, entre coletivas e grandes individuais, na Europa e América do Norte. Ele foi o primeiro fotógrafo a ganhar, em 2000, o prestigioso Turner Prize, que elege os artistas com menos de 50 anos que fizeram a melhor apresentação de seu trabalho (em exposição ou não) nos doze meses anteriores, concedido pela Tate Britain.
Desde criança, o artista sempre foi um aficionado pelas estrelas e pela organização científica do universo. Graças à observação dos astros por telescópio, ele desenvolveu um conhecimento astronômico considerável para um diletante. Sua prática fotográfica surgiu como um desenvolvimento dessa paixão pelas lentes como meio de captação da luz, seja das estrelas, seja das imagens.



Essa visão científica não se converteu em uma maneira estanque de ver o mundo. Principal opositor da Escola de Düsseldorf na atualidade, Wolfgang Tillmans absorve a heterogeneidade contemporânea compondo panoramas belos e sem sentido, como uma representação de um universo que já não se explica matematicamente. A forma como o fotógrafo expõe seu trabalho também é absolutamente original: as fotos podem estar emolduradas, penduradas por ganchos ou em fios, ou mesmo coladas diretamente na parede. Tillmans cria agrupamentos irregulares de imagens de dimensões variadas, sejam elas enormes ou mínimas. Algumas fotografias podem aparecer mais de uma vez.
O resultado é um universo colorido e multifacetado, em que nada parece ser tão insignificante que não mereça figurar nas constelações fotográficas espalhadas pelas paredes. Assim, Tillmans inscreve no universo a trajetória humana em sua dimensão errática e efêmera, eternizando a poesia que iguala o homem às estrelas, ou seja, a captação instantânea da luz que ambos refletem.
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Parque do Ibirapuera | Portão 3 | Telefone 011-5085-1313 | www.mam.org.br
Até 27/05/2012

 

 
 
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