tag cinema
roman polanski

O CASO POLANSKI NAS TELAS

Por Unit Team

Fotos Divulgação

Uma história que começou na Califórnia de 1977 e ganhou um surpreendente capítulo no último dia 26 de setembro em Zurique, na Suíça, voltou a abalar o mundo do cinema. Por causa da recente prisão de Roman Polanski, acusado de abusar de uma garota de 13 anos há 32 anos, alguns dos maiores diretores se juntarem em um abaixo assinado a favor do companheiro de profissão. Walter Salles, Martin Scorsese, Pedro Almodovar e Woody Allen são alguns exemplos.

Além dessa manifestação, este novo capítulo colocou o caso de novo nas telas. O documentário “Roman Polanski: Wanted and Desired” (Roman Polanski: Procurado e Desejado), de 2007, entrou este mês em cartaz nos cinemas suíços e ainda irá ganhar uma continuação.

A primeira parte, dirigida por Marina Zenovich, tem testemunhos de policiais, juízes e promotores e chegou a ser usado pela defesa do cineasta. Isso porque um dos promotores admitiu falhas e irregularidades no processo. Arrenpendido, ele afirmou depois que havia mentido para a diretora do documentário. O estrago, porém, já estava feito.

O responsável pela continuação será Brett Ratner, diretor de “X-Men – O Confronto Final” e velho amigo de Polanski. Os dois, inclusive, visitaram juntos o campo de concentração Auscchwitz (onde parentes de Polanski morreram durante a 2ª Guerra) em setembro do ano passo. Ratner também é judeu. Sem tirar a culpa do amigo, Ratner lembra que ele foi perdoado por todos. “A família perdoou. A vítima [Samantha Geimer] o perdoou. O resto do mundo o perdoou. O sistema judicial de Los Angeles é corrupto. Isso é horrível", disse.

Linha do tempo
10 de março 1977: Polanski, já reconhecido mundialmente por filmes como “O Bebê de Rosemary”, de 1968, e “Chinatown”, de 1974, mantém relação com a menor Samantha, com então 13 anos, depois de uma sessão de fotos na casa de Jack Nicholson, em Los Angeles. Quem levou a menina foi a própria mãe.

5 de abril de 1977: os pais da menina movem uma ação contra o cineasta e se inicia o processo pode violência sexual, do qual Polanski se declara inocente.

8 de agosto de 1977: a fim de evitar um processo público, o diretor se declara culpado de corrupção de menor e entra em um acordo com a família da vítima. No dia 19, porém, ele foi condenado a três meses de prisão pelo juiz Lawrence Rittenband, para passar por exames mentais. O cumprimento da pena foi adiado, pois Polanski estava realizando um filme.

17 de dezembro de 1977: Polanski é colocado no hospital-prisão de Chino, próximo a Los Angeles, de onde sai depois de 47 dias.

31 de janeiro de 1978: com o risco de pegar a pena máxima de 50 anos, Polanski foge para Paris para não voltar mais aos Estados Unidos. Durante mais de 30 anos, viajou livremente por outros países, inclusive a Suíça, sem ser importunado. A defesa do cineasta passou a acusar a promotoria de querer ganhar projeção na mídia com o caso.

 

 
 
enviar