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ENTREVISTA: RAQUEL DAVIDOWICZ
Por uma moda mais consciente
Por Luciana Mattiussi

 A estilista e criadora da UMA – que, antes de assumir de vez a paixão por linhas, tecidos e agulhas, foi dentista – é uma defensora do ecologicamente correto. Não à toa, sua marca foi uma das primeiras no Brasil a apostar em moda sustentável. Tecidos orgânicos e itens como botões e zíperes reaproveitados são algumas das armas de Raquel para criar peças que não prejudiquem o meio ambiente, mas sempre com muito estilo e caimento perfeito. Confira a seguir como e por que Raquel resolveu entrar neste segmento.

Quando a marca resolveu apostar em produção sustentável?
A Uma começou a apostar em produção sustentável em 2007.

Quais as principais diferenças e vantagens entre os produtos ecologicamente corretos e os convencionais? 
Na verdade é uma questão de consciência, pois o consumidor não sente a diferença no produto final, o aspecto e o toque são praticamente iguais. Pode-se dizer que o tecido orgânico é um pouco mais encorpado, mas muito pouco, pois a fibra não passa pelos processos químicos convencionais de amaciamento, por exemplo.

Quanto das vendas totais o segmento orgânico representa?
Mais ou menos 2%.

Além dos tecidos orgânicos, também há a reciclagem de algumas peças (botões, zíperes)?
Sim, reaproveitamos todo e qualquer material possível.

Como é a aceitação do consumidor?
A aceitação está cada vez maior.

Quais os principais benefícios diretos para o meio-ambiente?
No caso a ação é basicamente relacionada a diminuição de poluentes.

Pode-se dizer que, em alguns anos, a produção será totalmente sustentável? Isto é possível? Se não, por quê?
Não acredito, pois a indústria química ainda tem uma enorme força em todos os segmentos.

O mercado brasileiro está aberto para esta novidade?
Sim, cada vez mais a cultura sustentável está contaminando os brasileiros.

O que falta para melhorar a venda de orgânicos?
Ainda temos alguns problemas no fornecimento dessas matérias-primas.

 

 
 
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