entrevista
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RENATO MOURA
Por Leandro Sampaio
Fotos Divulgação

O empresário Renato Moura, criador do restaurante L’ Open, em São Paulo, conta como investiu no segmento para o público gay e como busca novos desafios para este mercado tão exigente.

Renato, como surgiu a ideia de criar um restaurante direcionado ao público gay?

A ideia surgiu com a falta de um restaurante sem preconceitos, e assumidamente gay na cidade de São Paulo, com alta gastronomia, custo acessível e todo o requinte de qualquer outro restaurante de moda, e com o público gay.

Qual foi o critério para que a localização do restaurante fosse na região dos Jardins, um dos bairros mais nobres de São Paulo?

Escolhemos o bairro dos Jardins, primeiramente, por ser uma referência nacional e, segundo, pela preferência do público.

E como é fidelizar um público tão exigente?

É necessário conhecer e conviver com todos e, claro, analisar o perfil econômico que deseja atingir dentro deste público, tão exigente, e, através daí, investimos em marketing e treinamento do staff.

Qual era o prato e a bebida mais procurada no restaurante L’ Open?

O Cosmopolitan e vários pratos, pois o L’Open sempre teve um cardápio grande com várias opções.

Para satisfazer mais os clientes, é feita uma seleção mais rigorosa dos funcionários? Como funcionam essas contratações?

Antigamente sim, quero dizer no início do restaurante bar, tínhamos rapazes e garotas bonitas, como ex-modelos, por exemplo. Mas, com o crescimento do L’Open, passamos a contratar profissionais da área de olho na qualidade do serviço, qualidade do atendimento e segurança da casa.

Sabemos, por um comunicado oficial para imprensa, que você vai se desligar do restaurante L’ Open para se dedicar a novos projetos. Poderia contar como está sendo esta nova fase em sua vida?

Férias, muitas férias! Vou fazer algumas viagens para os Estados Unidos e Europa para me atualizar e trazer algumas ideias para o final deste ano.

Como é para um empresário deixar todo o trabalho de sete anos e começar tudo novamente?

É sempre um prazer, adoro o desafio de projetos novos e atualizados sempre, e o público agradece! Quem não gosta de coisas gostosas e modernas?

Você teve apoio de seus familiares e amigos para tomar essa decisão?

Sim, chegou a hora de novos desafios e minha família me apoia totalmente neste sentido.

São Paulo é uma cidade de muitas diversidades e saber criar algo novo é muito difícil, sabendo da potência do público gay, podemos esperar novidades agora para 2010?

Tudo ainda é muito prematuro para falar, mas caso venha a surgir algum local interessante na capital, com certeza, estaremos, no segundo semestre deste ano, com alguma grande novidade.

Como empresário, o que você pensa sobre a mistificação que existe na imagem do patrão, já que muitos pensam que esse enriquece rapidamente e que pode mandar em tudo e todos?

Isso é passado, hoje um grande empresário está presente em todos os departamentos, ouvindo e participando, interagindo com o cliente, pondo a mão na massa mesmo. Apesar de que algumas pessoas ainda tenham essa visão de que empresários ficam ricos rapidamente e que só delegam tarefas.

Existem empresas especializadas para darem suporte a novos empreendedores, em sua opinião, realmente essa ajuda é válida? Ou somente o talento e a vontade são suficientes para realizar o sonho de ser patrão?

É preciso estudar e conhecer bem o mercado em que se deseja atuar, ainda mais quando a pessoa nunca teve contato com a região e com a escolha de negócio. Hoje, já existem alguns consultores que dão o apoio necessário para um novo empreendedor, porém, é importante fazer uma investigação dos trabalhos anteriores deste profissional e verificar o verdadeiro resultado de sucesso de cada empresa.

A alta carga de impostos e a excessiva burocracia são grandes obstáculos para o nascimento de novas empresas, isso te assusta?

Não assusta para quem tem vontade e garra, como no caso dos brasileiros, mas incomoda!
Os encargos e as oscilações econômicas, e leis abusivas são chatas de se conviver.

Na opinião de Renato Moura, a crise é?

Crise sempre vai existir, virou moda!
Mas é favorável para a renovação de ideias e para a superação de quem tem vontade de vencer. Se não formos criativos, nestes momentos de crise, a irresponsabilidade de alguns governantes vai acabar com várias empresas geradoras de emprego.

 


 
 
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