entrevista
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RENATO RATIER – CLUBE D-EDGE
Por Alessandra Olivier
Foto Divulgação

D-Edge, a referência musical incontestável, seu público não nega esse sucesso.

Em sete anos, o D-Edge trouxe os mais notáveis e aguardados DJs e produtores de música eletrônica. A programação vanguardista e undergound, combinada ao design sofisticado e inovador, colocaram o clube entre um dos melhores do mundo.
Com 10 anos da marca, sete em São Paulo, a casa virou parada indispensável na noite Paulista. Aberto em 2003 e idealizado pelo DJ Renato Ratier, responsável pela Direção Geral, o clube teve notoriedade internacional pelo line up e conceito visual, o qual foi um projeto de Muti Randolph. São 200 retângulos ligados a 10 quilômetros de fiação elétrica, além de três displays de leds verdes, espalhados pela pista e bar.

Não há como não gostar de música eletrônica e não frequentar o D-Edge. Desde noites dedicadas a selos específicos ― Cadenza, Cocoon, M-nus, Kompakt, Classic ― a festas como Circoloco "Superfreaq" e South America Music Conference, o clube chegou a mais de 400 artistas internacionais de peso bookados.

Clube hi-tech é o conceito de clube ao integrar os sistemas de áudio e luz. O visual arrojado e futurista, arquitetado pelo designer Muti Randolph, foi desenvolvido e executado pela Triptyque Arquitetura, é uma pista onde os surdos podem ver o som. Este formato gerou vários prêmios para o clube, 2009, DJ MAG Inglesa - D-Edge 9º lugar no top 100. O número 1 das Américas; Época SP ― O Clube D-Edge fica em 1º lugar nas categorias "Melhor Casa Noturna" e "Melhor Pista para Djs Internacionais"; Restaubar 2009 - Melhor Projeto de Clube; entre outros desde 2003, ininterruptamente.


Renato, como você mantém um clube em São Paulo há 7 anos, com sucesso, porta cheia e gente ficando de fora da balada (já presenciei isto) em um lugar onde existem várias opções, principalmente de música eletrônica?
Acredito que o clube pensou em todos os detalhes da experiência musical. E, daí, tornou-se único. A excelência em equipamentos de som, luz e design; também a programação de DJs, que prima pela coerência e pesquisa, fez com que expandíssemos nossos limites em todos os aspectos. Aliás, é daí que vem o nome D-Edge.


Sabemos que a D-Edge é uma casa eclética para seu público, e que a frequência varia de acordo com o dia e som da noite, como isto foi difundido por vocês?
Foi um processo natural. Todos os estilos que estão presentes nas diversas noites sempre fizeram parte do meu gosto musical. No entanto, apesar de diferentes, existe um universo D-Edge que está presente e visível em todos os projetos. O clube sempre procurou ser inovador e vanguardista, mas sem seguir modismos. Todas as noites, recebe vários grupos distintos que convivem em harmonia. É uma casa em que o que predomina é o respeito pelo próximo e a diversidade.

Como foi sua trajetória profissional, primeiro DJ ou empresário? Como surgiu a D-Edge, explique, inclusive, o nome?
As duas coisas surgiram mais ou menos juntas. Trabalhava com moda, tinha uma loja, confecção e duas marcas, mas a noite e a música sempre me fascinaram. A D-Edge começou em Campo Grande em 2000, mas eu já fazia festa bem antes do clube. As primeiras aconteceram há 23 anos, por exemplo. Já o nome D-Edge veio de uma listagem de nomes. Um amigo que trabalhava comigo sugeriu a estilização do nome trocando o "The" por "D". Acho que foi uma excelente escolha, pois traduz todo meu trabalho e direcionamento da marca, procurando sempre o melhor.

O que você julga ser extremamente necessário para manter um público fiel a seu clube, já que em São Paulo as pessoas sempre procuram novidades e as casas não sobrevivem muito tempo, tendo que mudar o nome, a estrutura e, muitas vezes, nada disso resolve?
Sempre respeitar e fazer com que o cliente se sinta em casa. Outro fator é que sou o único proprietário do clube, o que facilita nas decisões estratégicas e no meu espírito visionário de sempre pensar em resultados em longo prazo e, consequentemente, mais sólidos.

Quanto à reforma da D-Edge o que você espera dela, e porque aumentar algo que sempre deu certo? Quando será?
É uma evolução natural. O D-Edge sempre priorizou o que existe de mais tecnológico em termos de design, leds em conjunto com a curadoria artística de ponta. O novo D-Edge vem para renovar todo este conceito, levar mais conforto ao público e excelência na prestação de serviços.

Na cena atual, é comum ser DJ, virou moda, o que há pouco tempo atrás era diferente, qual critério de escolha dos DJs que tocam na sua casa, você faz a escolha pessoalmente, ou divide esta tarefa com alguém?
É feita uma pré-seleção das listas dos artistas numa colaboração entre os promoters e eu. Fazemos uma escolha de acordo com a musicalidade e perfil de cada noite e, claro, do próprio clube como uma unidade.


D-Edge
Direção: Renato Ratier
Conceito visual e projeto: Muti Randolph
Execução: Tryptique
Assessoria de imprensa: Monique Oliveira
Light jockey: Johnson
D-Edge: Alameda Olga, 170 - Barra Funda
São Paulo - SP - Brasil
Informações e reservas de camarotes:
011 3666-9022 / 3667-8334

 

 
 
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