entrevista
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ALBERTO HIAR | TAMBÉM CHAMADO DE TURCO LOUCO, ELE É O DIRETOR E CRIADOR DA GRIFE CAVALERA


Por Unit. Team
Fotos Divulgação

O título “Turco Loco” fez de você uma pessoa conhecida em todo o Brasil. Como surgiu este nome?
De um comercial que eu fazia na TV.

Estava em seus planos trabalhar com moda?
Sim, sempre gostei de moda, desde criança, sempre produzi meus looks.

Como nasceu a marca Cavalera?
De uma parceria com o Iggor Cavalera, ex-baterista do Sepultura.

Você foi eleito vereador e deputado federal, e afirma não querer mais ser político. Por qual motivo?
Eu sou um ser político, mas, no momento, estou desgostoso com a política de hoje e de tudo isso que vemos na TV. Dá vergonha de ser um vereador, deputado, ou governador.  E os cidadãos brasileiros não fazem nada para mudar isso.

Dos projetos aprovados durante seu mandato, um dos mais importantes foi o que proíbe a cobrança de consumação mínima em bares e casas noturnas. Como foi essa conquista?
Esse não é o meu projeto mais importante. Meu projeto mais importante foi recentemente aprovado pelo governador Geraldo Alckimin, que penaliza quem vende bebida alcoólica para menores. Estive envolvido no projeto que permite a exibição de músicos sem que esses precisem ter carteirinha da ordem. Também participei do projeto que tornaria a homofobia crime.

Moda na política. Como foi esta experiência?
Para mim, foi ótimo. Desde quando eu era vereador, o Paulo Borges me pedia para interceder junto aos órgãos públicos, e hoje isso não é mais necessário. O evento São Paulo Fashion Week já é bastante reconhecido e existe uma participação do governo no assunto. O que falta é o setor da moda brasileira se profissionalizar e desenvolver seu talento nacional. Ainda olhamos muito para fora para nos guiar, esquecendo que vivemos em um país extremamente rico e de gente criativa.

Nestes anos como empresário de moda, quais foram as maiores evoluções na indústria deste segmento no país?
Com a organização do calendário das temporadas de moda, conseguimos regulamentar várias esferas da indústria. O São Paulo Fashion Week ajudou muito nesse sentido, pois o setor de organiza em torno dessas semanas.

No mundo da moda, ainda há muito por fazer. Em sua opinião, quais deveriam ser os primeiros passos?
Redução dos impostos, redução da taxa de juros para inovação e para a economia criativa.

A Cavalera é considerada uma marca democrática. O que é levado em conta na hora da criação e da pesquisa da coleção?
A vontade de mostrar o Brasil que o Brasil não conhece, misturando irreverência com moda.

Várias marcas e estilistas se associaram a redes de fast fashion e atraíram novos consumidores. Em sua opinião, esta é a melhor forma de popularizar a moda?
Cada um faz com sua imagem o que acha melhor. Para a Cavalera, isso não interessa, nem pagando bem.

Quando o slogan luxo para todos foi criado, o que a marca estava querendo comunicar?
Que luxo não é somente ter um iate ou uma joia. Que o luxo pode estar no mar, no sol e na lua.

Como está a distribuição da marca Cavalera no país?
Hoje, a Cavalera tem 10 lojas próprias, 10 franquias e mais 800 pontos de venda pelo país.

Quais são os planos para o futuro com a marca Cavalera?
Continuar fazendo o trabalho que fazemos, sem perder o DNA e a identidade da marca, ou seja, não estar à venda.

No seu iPod:
Pode tudo.

Um lugar:
Nova Iorque.

Não fica sem?
Minha família.

Um lugar?
Fernando de Noronha.

Se não fosse empresário de moda, seria?
Funcionário de uma empresa de moda.

 
 
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