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RAFAEL LAZZINI | DEZ ANOS DE ESTRADA

Por Unit Team
Foto Messias Schneider

O paulistano Rafael Lazzini ingressou na carreira de modelo após ser revelado em 2002 no concurso Super Models, da Ford Models. Após o concurso, mudou-se para Milão, onde fez seu primeiro e importante trabalho, o catálogo da grife Giorgio Armani. Em seguida, brilhou nas passarelas de Dolce & Gabbana, Giorgio Armani, Michael Kors, Bottega Veneta, John Galliano e Jean Paul Gaultier e estrelou campanhas para Diesel, Donna Karan, Gap, Vera Wang e Paco Rabanne. 
“Só fiz desfiles que pediam perfil de homem, não de garoto”. 
Com uma década de estrada, Rafael confessa que pode se dar ao luxo de escolher para quem trabalha. Segundo ele, “Só faço desfiles na Europa, por exemplo, se for algo fechado com antecedência. Não faço mais castings. Era uma loucura”.
Completando dez anos de carreira como modelo, Rafael Lazzini resolveu se dedicar a outros assuntos ligados ao universo da moda. Neste ano, ele entrou para o mercado fashion de outra maneira, lançando sua própria marca, a grife LAB (Liberty Art Brothers), que criou ao lado de seu irmão Alexandre Lazzini, que traz acessórios voltados para o público masculino e feminino.  
Este ano, você completa dez anos de carreira. Quais foram suas maiores conquistas?Acredito que nossas conquistas não são realizadas de forma singular, ou seja, sozinhos, o apoio das pessoas faz total diferença. Considero-me um cara simples e que valoriza a qualidade das pessoas e dos relacionamentos. Por esta razão, tenho muito a agradecer pelas oportunidades que recebi durante esses dez anos. Da mesma forma, até hoje, busquei sempre retribuir oferecendo aos meus clientes e parceiros de trabalho, o melhor de mim.
superação e comprometimento, esses são valores presentes na minha vida.
Quem foi seu maior incentivador(a) em seguir a carreira de modelo?
Minha agência sempre acreditou muito no meu trabalho, e, claro, minha família sempre apoiou minhas decisões.
Desde a infância, você é apaixonado por graffites. Onde podemos encontrar alguns deles?
Sou de São Paulo Capital, quando vou visitar minha família, geralmente, fico no bairro da Vila Olímpia.  Muitos dos meus graffites estão nessa área, como Faria Lima, Santa Justina, Clodomiro Amazonas. Como também  moro em New York, fiz alguns graffites no East Village e no Brooklyn.
Você esteve diante de grandes nomes da fotografia e estilistas consagrados. De qual deles virou fã?
Ficaria difícil definir apenas um nome nestes dez anos. Afinal, grandes profissionais possuem grandes conhecimentos, o que me proporcionou aprendizados importantes.
Um trabalho inesquecível?
Um dos trabalhos que me  marcou muito foi no Sul da França,  em  Marseille. Um lugar muito alucinante, e ainda tive a oportunidade de dirigir um Lamborghini.

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Para quem ainda não fotografou ou desfilou e tem desejo de trabalhar?
Um fotógrafo que admiro muito seu trabalho é o Peter Beard. Ele viveu muito tempo na África,  onde misturava esse lado selvagem com moda e suas fotografias viram pinturas, pois coloca até seu próprio sangue nelas.

Você foi convidado no início da sua carreira a fazer parte da equipe de estilo da grife Diesel. Qual foi o motivo de não ter aceitado?
Realmente foi um convite muito especial,  mas como estava no início da minha carreira queria viver as oportunidades que a profissão de modelo me oferecia.

Com o lançamento da sua grife de acessórios, a LAB (Liberty Art Brothers), em que público você está pensando?
Definimos nosso público-alvo todos os que valorizam o lifestyle, a qualidade handmade e o conforto, em que a moda possui seu papel como referência.

De modelo a empresário. O que muda na sua rotina? 
Antes de tudo, amo o que faço e acredito que estar no meio da moda, só agrega positivamente a meu trabalho como  empresário. E, de fato, a rotina está mais intensa, mas não estou sozinho. Eu e meu irmão, Alexandre Lazzini, também sócio,  conseguimos concretizar esse sonho em realidade.

No seu iPod?
Amo música, sou bem eclético. Mais gosto desde gêneros Blues, Rock Antigo, Punk Rock, Rap, Reggae…

Não fica sem?
Dar uma volta em minha moto.

Um lugar?
Como viajo muito,  curto minha casa.

Se não fosse modelo, seria?
Estaria ligado à Arte e à criação de alguma forma.

Um conselho aos novatos na carreira de modelo.
Perseverança, educação e profissionalismo. Dedique-se e faca a sua diferença.


 
 
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