entrevista
Entrevista

JEFFERSON KULIG

Por Leandro Sampaio
Foto Divulgação

“Nunca gostei de trabalhar olhando para o passado”

Ele é Curitibano, participa das edições do São Paulo Fashion Week desde 2003. Seu nome é um sinônimo para o mundo da moda, a arte esta presente em quase todos os seus trabalhos. Ele se considera autoral e diz: “Gosto de criar pensando no futuro”. Hoje sua marca esta presente em Nova York, Chicago e também no mercado Europeu. Estilista, artista plástico e também economista, Jefferson Kulig, conta aos leitores da Unit Magazine que mesmo tendo tantas profissões, ainda sobra um tempinho para projetos sociais. E afirma que, a moda ainda tem muito o que criar e aponta o mercado internacional, como a sua maior dificuldade. E revela os novos desafios para 2013... Vamos conferir...

Jefferson Kulig qual a sua relação com Paris?
Fui em 1993 estudar estilo e criação no Studio Berçot.

Suas criações vão além, como é ser formado em economia, e se desenvolver como estilista e artista plástico?
Eu precisava ter um curso superior, na época não existiam cursos de moda no Brasil. Tanto o trabalho como estilista e artista plástico, foram acontecendo sem ter escolhido, eu precisava me expressar. Não consigo me ver trabalhando com economia.

Em dezembro de 2012, você fez uma parceria com a AVAN (associação vida animal), onde foram criadas peças, que a venda revertia a parte dos lucros para esta associação. Como você estabelece esta relação entre o mundo fashion com aqueles que precisam de ajuda?
Como ser humano, precisamos fazer ações que nos coloquem mais próximo de uma realidade, desta forma trabalhar pensando em ajudar uma vida é algo muito gratificante. Estou adorando esta nova fase da minha vida.

Para você, a moda é sempre uma reciclagem e uma releitura de tendências passadas, ou depois de muitas coleções ainda existe moda para criar?
Nunca gostei de trabalhar olhando para o passado, acho que ele deve ser estudado, mas gosto de criar pensando no futuro, afinal o passado passou. Criar é ter o conhecimento do passado, saber de suas técnicas, somado ao que esta acontecendo hoje no mundo, saber qual a necessidade da mulher de hoje, o que ela quer como futuro, novas tecnologias.

Segundo o livro Comprador de moda de Eduardo Ferreira Costa “Senac”, “O mercado esta sendo pulverizado com produtos copiados, com preços mais baixos e tecidos mais baratos”. Como você reage a este acontecimento para continuar fortalecendo a sua marca?
Como sempre tive um trabalho muito autoral, nunca me preocupei com isso. Devemos saber que as pessoas e o mercado muda e devemos acompanhar estas mudanças. Foi por isso que lancei a linha JEFFER.SON, com o objetivo de trabalhar de outras formas, fortalecer a comunicação com a cliente.

Entrevista

Hoje você esta presente nos maiores eventos de moda, destaque no São Paulo Fashion Week, em sua opinião qual é o cenário da criação de moda para aqueles que estão começando?
Trabalhar duro. Quando comecei, como não existiam faculdades de moda, trabalhávamos duro desbravando o mercado, hoje observo que o mercado forma profissionais que acham que saindo de uma faculdade é o suficiente para se obter o sucesso, grande engano, pois o mercado esta cada vez mais competitivo. Deve se ter uma vida dedicada à moda.

O estilista Pierre Cardin diz: “Perdi dinheiro com a alta-costura, mas ganhei com o prêt-à-porter”, como você analisa esta afirmação sobre a realidade brasileira no mercado da moda?
Hoje nossa maior dificuldade é a concorrência com produtos do mercado internacional, nos não estávamos preparados para isso, e hoje estamos passando por dificuldades para nos adptar.

Já esta se falando na mídia, sobre as temporadas de moda de 2014, como é para vocês estilistas e produtores, montarem coleções com o calendário tão apertado? Qual é a dinâmica?
Para quem trabalha com criação, nunca nos prendemos a temporadas, estamos sempre buscando o novo. Buscando algo que possa surpreender a mulher. A cada coleção finalizada é como se aquilo já fizesse parte do passado, então começo a busca de novas ideias assim sempre trabalhamos pensando no frente.

Quem são os estilistas, que você acompanha e quais que te inspiram?
Para falar a verdade tenho acompanhado pouco o trabalho de outros estilistas, tenho me dedicado muito no Marketing rsrsrsrsrs, hoje com o mercado super competitivo tenho que repensar as estratégias.

O que ainda falta para você como profissional? E quais são as novidades para 2013?
Criar uma linha que supra a necessidade da mulher de hoje. A mulher tem mudado muito e o maior desafio é acompanhar essa mudança sem perder a essência da marca. Em 2013 quero trabalhar a expansão da linha JEFFER.SON para outros estados, no formato de quiosques.

Veja o Video Jefferson Kulig Spring 2013 Clicando no link:

www.youtube.com/watch?v=RMd2TnWifRM

 
 
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