entrevista
entrevista

FLÁVIA LUCINI | #25

Por Unit Team
Fotos Rodrigo Semprebom

A top paranaense Flavia Lucini, natural de Francisco Beltrão, que iniciou sua carreira aos 15 anos, confessa não ter se interessado pela profissão quando convidada e que, em seguida, brilhou nas passarelas da grife Jil Sander, em Milão, após saber que teria sido aprovada pela agência. Após sua estreia internacional, seguiu para Paris e, então, nunca mais saiu do circuito Paris–Milão–NY–São Paulo.

Entre seus trabalhos, estão desfiles para marcas como Chanel, Miu Miu, Christian Lacroix, Barbara Bui, Costume National, Louis Vuitton, Calvin Klein, Marc Jacobs, Armani, além de ter estrelado as campanhas de perfumes e óculos da marca Carolina Herrera, e a campanha mundial de moda da Missoni. Já estampou editoriais das mais renomadas publicações do cenário mundial, entre elas, Elle França, Amica Itália e Alemanha, Glamour França, Itália e Brasil, Vogue Brasil, Vogue Itália, Harper’s Bazaar, Vanity Fair, Jalouse, entre diversas outras.

Quem abriu as portas e ofereceu apoio para a realização do seu sonho de se tornar modelo?
No início, não era um sonho! Eu era uma garota que ainda brincava de boneca (risos)! Nunca havia passado pela minha cabeça ser modelo, mas, logo quando a agência me viu em uma foto 3x4 e me chamou para trabalhar, meus pais foram os primeiros a me apoiar e incentivar a ir em busca desse mundo novo que eu jamais havia sonhado.
Depois deles, minhas agências, e meu booker italiano Giovanni foi quem me pegou pela mão e me mostrou a direção.
Quem me abriu muitas portas foi a Jil Sander. Considero esse o trabalho mais importante, por esse motivo!

Qual foi sua maior dificuldade na carreira?
A primeira dificuldade que encontrei foi me adaptar em uma cidade grande, pois nasci e cresci em uma vila de 300 pessoas no Sudoeste do Paraná, chamada Barra Grande, onde todos conhecem todos...é praticamente uma família gigantesca! (risos).
A distância da família foi complicada, pois eu não conseguia me comunicar. Na época, não havia Internet e não tínhamos telefone em casa (existia a Telepar: uma central telefônica onde eu ligava e marcava um horário para que meus pais fossem lá falar comigo).
A comunicação também era difícil fora do Brasil, pois eu não falava nenhuma palavra em Inglês!

Em algum momento, pensou em desistir de tudo?
Sim, muitas vezes! Na minha primeira viagem  – eu tinha 15 anos – fui a Londres. Em um determinado momento, a agência pediu para que eu saísse do apartamento que haviam me colocado, pois não havia trabalhado, e não tinha dinheiro para pagar. Entrei em desespero, pois não falava Inglês. Lembrei que havia visto um restaurante brasileiro na Oxford-Circus. Fui até lá pedir ajuda, e foi quando comecei a trabalhar lá lavando pratos! Depois de algum tempo, voltei ao Brasil e prometi a mim mesma que jamais seria modelo!
Hoje, agradeço ao meu pai que insistiu muito para que eu tentasse mais uma vez. E aqui estou! 

Um trabalho inesquecível?
Hoje amo meu trabalho! Para mim, todos os trabalhos são incríveis, porque me ajudam a crescer. Me entrego de corpo e alma sempre em busca do meu melhor, e de uma bela imagem que me faça suspirar! 

Dos inúmeros fotógrafos para quem já posou, qual deles você considera o melhor?
Não existe melhor fotógrafo! Foto é uma arte, e toda a arte tem seu valor.
É interessante que cada fotógrafo tem sua maneira de expressar o que sente, além de suas próprias técnicas de posicionamento de luz. O que existe são fotógrafos que me identifico mais, que me deixam mais à vontade na hora da foto, dando mais liberdade para encarnar a "personagem", de uma maneira mais natural, que faz a diferença! 

Nova York para morar e trabalhar. E para o lazer?
É uma cidade que tem muito a oferecer em lazer: parques maravilhosos (onde a atração são os esquilos!), peças de teatro, shows, bares antigos de Jazz (que adoro!), diversos restaurantes, o Jardim Botânico do Brooklyn é mágico! Sem contar os museus... 

O que mais lhe dá saudades quando se fala em Brasil?
Da família, do calor e de água de coco!

As tops estão ganhando espaço na televisão brasileira e formando uma nova geração de apresentadoras. Este também é um sonho seu? 
Eu estou aprendendo muito sobre teatro e televisão com meu namorado – que é ator – e com amigas atrizes, e confesso que algo forte me atrai. Ainda não tive uma experiência com televisão, mas me divirto fazendo comerciais. Logo mais farei um curso de teatro... tudo pode acontecer! Quem sabe o fogo da paixão não desperta em mim?! (risos)

RAIO-X

Um lugar? Barra Grande, na Bahia.

Não fica sem? Internet. 

Se não fosse modelo, seria? Dentista.

Um ídolo?  Jô Soares. 

No seu Ipod? Tem de tudo! De jazz a música brega! (risos)


 
 
imprimir