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ALTERNATIVAS PARA A REPOSIÇÃO HORMONAL CONVENCIONAL

Por: Luiz de Bragança Soares CRN 12210
Fotos: Divulgação

A soja foi introduzida no ocidente por volta do século XVI, já no Brasil as referências remetem ao século XIX, porém somente nos anos 70 sua utilização foi disseminada devido ao interesse crescente da indústria de óleo e a demanda do mercado internacional. Sua composição nutricional a torna um alimento altamente nutritivo apresentando aproximadamente 35 % de proteína, 30% de carboidrato, 20% de gordura, 5% de minerais e 10% de água. Vale ressaltar que nela são encontrados aminoácidos, substâncias resultantes da hidrólise das proteínas, semelhantes aos de origem animal. A soja vem sendo amplamente utilizada atualmente como alimento humano, devido ao seu elevado teor protéico e também por possuir em sua composição as isoflavonas que são fitoestrógenos que estão amplamente distribuídas no reino vegetal, principalmente entre as leguminosas. Os teores de isoflavonas variam de acordo com as condições climáticas e de cultivo da soja. Suas concentrações são determinadas geneticamente e são afetadas por fatores ambientais e pela temperatura.

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Evidências científicas vêm demonstrando que as isoflavonas podem trazer benefícios no controle de doenças como câncer, diabetes, osteoporose, doença de Alzheimer, doenças cardiovasculares, nos sintomas da tensão pré-menstrual e da menopausa. A menopausa ocorre geralmente por volta dos 50 anos, e as conseqüências a longo prazo da deficiência de estrogênio propiciam sintomas desagradáveis como ondas de calor, sudorese noturna, palpitações, cefaléias e vertigens além de sintomas psicológicos. como depressão, irritabilidade, fadiga e perda da libido. O estrogênio, hormônio produzido nos ovários, exerce efeitos em todo o organismo feminino, desta forma, sua redução progressiva promove efeitos sistêmicos profundos.

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Para a maioria das mulheres nesta etapa da vida, coloca-se a opção de iniciarem ou não a terapia de reposição hormonal, que embora alivie os sintomas e ofereça proteção contra a osteoporose, muitas vezes ocorre às custas de alguns problemas colaterais, dentre os quais se destaca um maior risco de carcinoma da mama. Estudos epidemiológicos, experimentais e clínicos tem indicado a ação das isoflavonas na redução dos sintomas indesejáveis da menopausa. Além disso, as pesquisas evidenciam o papel da proteína da soja em reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Com o aumento da expectativa de vida, admite-se atualmente que a maioria das mulheres deverão viver um terço de suas vidas em estado de deficiência estrogênica, ou seja, na fase da pós menopausa. Por isso, é fundamental que as pessoas se conscientizem da importância da prevenção de doenças, adotando um estilo de vida equilibrado que envolve uma alimentação balanceada, exercícios físicos regulares e manutenção de um peso adequado.

Devido ao grande número de mulheres que apresentam contra indicações específicas à reposição hormonal com estrógenos, justifica-se o interesse atual de se investigar alternativas à terapia de reposição hormonal convencional. Uma das alternativas, está no uso de fitoestrogênios encontrados principalmente na soja.

 
 
 
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