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NECESSIDADES NUTRICIONAIS DAS GESTANTES

Por: Luiz de Bragança Soares CRN 12210
Fotos: Divulgação

A super alimentação durante o 1° Trimestre deve ser evitada porque não beneficia nem a mãe e nem o feto. A gestante deve seguir uma dieta normal, adequada à nova situação biológica. As exigências calóricas devem ser fixadas, inicialmente como se tratasse de mulher não gestante, levando-se em conta o ajuste ao seu peso teórico e o tipo de atividade exercida. O valor calórico total apurado será mantido no primeiro trimestre, aumentando-se 300 Calorias nos dois últimos trimestres. Nesta fase o metabolismo basal aumenta devido o aumento da massa corporal do tecido ativo (fetal, placentário e materno), maior esforço materno (trabalho cardiovascular e respiratório) e, também, pela síntese de novos tecidos.

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A ingestão de proteínas (carnes, ovos e laticínios) deve ser aumentada em virtude da sua contribuição específica para o crescimento, portanto a quantidade e qualidade das proteínas fornecidas pela dieta devem ser meticulosamente calculadas. O Cálcio constitui um dos mais importantes minerais durante o período da gestação. É fundamental que a dieta forneça quantidades suficientes deste mineral, que gira em torno de 1200mg/dia. Desta forma evita-se a tendência de hipocalcemia durante a gravidez, devido ao transporte de cálcio que ocorre para o feto através da placenta. O Leite e seus derivados devem estar presentes diariamente no cardápio das gestantes em quantidades suficientes para garantir o aporte necessário deste mineral. O Ferro é outro mineral importantíssimo na dieta das gestantes, pois as necessidades dele durante a gravidez superam em 100% os requerimentos necessários da mulher não grávida devido ao aumento da massa de glóbulos vermelhos do sangue, expansão do volume plasmático e transporte ativo de Ferro através da placenta para o feto. O fígado bovino constitui uma das mais ricas fontes deste mineral. Já verduras de cor verde-escuro também são importantes e devem ser incluídas na dieta, porém sua biodisponibilidade é bem menor, portanto devem ser consumidas junto com uma fruta cítrica, rica em vitamina C para que sua absorção seja aumentada significativamente. Mas não podemos descartar a possibilidade de suplementação através de preparações farmacológicas ou a utilização de alimentos enriquecidos para que se atinjam as recomendações que são de 30mg/dia.

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O Fósforo é necessário para a formação de ossos e dentes, sendo também encontrado nas células do organismo onde desempenha papel fundamental na produção de energia à partir das gorduras, proteínas e carboidratos. Um acréscimo de 50% no fornecimento deste mineral é sempre aconselhável. O Zinco tem a importante função de ajudar à regular o crescimento e a reprodução de todas as células. Um acréscimo de 3mg/dia na dieta da gestante assegura níveis ótimos de fornecimento deste mineral. Os alimentos de origem animal representam as melhores fontes dietéticas de Zinco.
O Ácido Fólico é de importância vital e merece atenção especial na dieta de gestantes, pois o feto tem grande necessidade desta vitamina pois ela participa ativamente na reprodução celular, assim como na formação e no crescimento de diversos tecidos como músculos, nervos e células do sangue. As principais fontes desta vitamina são o fígado bovino, espinafre, brócolos, ovos, laranja, cenoura, produtos de trigo integral e carnes diversas. A Vitamina A da dieta provem do retinol (vitamina A pré-formada) e de vários carotenos, que são precursores desta vitamina. O retinol só é encontrado em alimentos de origem animal, especialmente o fígado, leite integral e ovos. Outras fontes de carotenos são a cenoura, abóbora e verduras de cor verde-escuro como o espinafre e agrião.
A gestante em geral apresenta tendência à obstipação intestinal, devido o aumento do tamanho do útero que pressiona os intestinos. A alimentação deve conter, portanto, maior quantidade de Fibras alimentares. São fontes de fibras as frutas frescas, cereais integrais e verduras. Estes alimentos facilitam a passagem do bolo fecal e sua eliminação, aumentando os movimentos peristálticos. A ingestão diária de fibras deve ficar em torno de 25 a 30g/dia. O acompanhamento realizado por médicos e nutricionistas e fundamental para uma gestação saudável e segura.


 
 
 
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