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ALEITAMENTO MATERNO
Por Luiz de Bragança Soares CRN 12210
Fotos Divulgação

A utilização de leite de vaca durante o primeiro ano de vida constitui uma prática equivocada que deve ser evitada. A alimentação nos primeiros anos de vida é um fator de importância primordial para a saúde da criança, portanto merece atenção especial. Em função da velocidade de crescimento do lactente, as necessidades de energia superam em duas a três vezes as do adulto, assim como as proteínas, lipídeos, carboidratos, vitaminas, sais minerais e água devem obedecer a uma proporção entre si, de forma que haja uma perfeita utilização pelos órgãos e tecidos da criança.

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O recém-nascido normalmente necessita diariamente de cerca de 130 Kcal por quilo de peso, porém este valor vai decrescendo até que no sexto mês de vida cai para 100 Kcal e se mantém até completar um ano. Nas últimas décadas a importância do aleitamento materno tem sido enfatizada, pois o leite materno é praticamente insubstituível e sem ele até mesmo o desenvolvimento do sistema imunológico sofre alterações e a sua formação se prolonga pelo dobro do tempo em relação a uma criança que mamou até os seis primeiros meses de vida. É conveniente que o aleitamento se prolongue até o primeiro ou segundo ano de vida junto com a introdução de outros alimentos, o que deverá ser feito após os seis meses. O desmame consiste na introdução de qualquer tipo de alimento na dieta da criança, que até então se encontrava em regime de aleitamento materno exclusivo. É uma fase de transição onde a criança inicia o processo de descoberta de novos sabores e texturas. Nesta fase é muito importante que a alimentação da criança seja elaborada de forma muito criteriosa, pois é muito comum o surgimento de diarréia devido à administração de alimentos inadequados ou higienizados de forma errônea.

O leite representa uma importante parcela da ingestão calórica total de alimentos no primeiro ano de vida. Aos seis meses de idade, aproximadamente 75% da ingestão calórica do lactente deriva do leite; aos 12 meses a alimentação láctea corresponde a somente 35% da ingestão calórica total e a maior parte do restante deriva de alimentos complementares sólidos não lácteos. Crianças impossibilitadas de receber o leite materno devem utilizar fórmulas infantis elaboradas de maneira a se aproximar o máximo possível do leite materno, uma vez que o leite de vaca apresenta uma composição nutricional diferente e inadequada à capacidade digestiva do ser humano. Quanto as propriedades imunológicas e a digestibilidade do leite materno, não existe nada que o substitua. Portanto a administração de leite materno, no mínimo até os quatro meses de vida, é essencial para o perfeito desenvolvimento da criança.

 
 
 
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