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SÍNDROME METABÓLICA
Por: Dr. Lucas Tadeu Moura - Endocrinologista
Fotos: Divulgação

Com o aumento de prevalência da obesidade, identificou-se a relação entre gordura visceral abdominal e resistência à insulina, e uma nova entidade clínica heterogênea foi identificada como um fator de risco maior para a doença cardiovascular aterosclerótica. Essa entidade, inicialmente denominada “síndrome X”, por Reavenou, ou “síndrome de resistência à insulina”, por outros, foi, posteriormente, rotulada como síndrome metabólica. Nos Estados Unidos, estudos da década de 90 mostraram prevalência maior que 24% em pessoas com mais de 20 anos, e 40% acima dos 60 anos. Hoje, estes números são ainda maiores devido ao aumento acelerado da obesidade.
Nos últimos anos, vários sistemas de classificação foram propostos, apresentando similaridade quanto aos fatores de risco utilizados, diferindo apenas quanto aos valores de corte estabelecidos para cada condição, entre elas: hipertrigliceridemia, hiperglicemia, hipertensão, HDL-C baixo (colesterol protetor) e aumento da circunferência abdominal, devendo o paciente apresentar 2 ou mais fatores para ser caracterizado como portador da síndrome metabólica. Outros fatores, não citados na classificação, porém não menos importantes, podem acompanhar o quadro clínico destes indivíduos, sendo eles a apneia do sono, a gota, a esteatose hepática, os cálculos vesiculares e a síndrome de ovário policístico.

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Ultimamente, grandes debates no meio médico têm surgido em torno deste diagnóstico, pois ainda não se provou que esta entidade tenha uma origem única (ex: resistência à insulina, obesidade visceral), ou que seja nada mais que a união dos diferentes fatores citados anteriormente. Do contrário, há unanimidade quanto ao risco aumentado para diabetes, doença cardiovascular e morte cardiovascular que estes indivíduos apresentam. Recentemente, a Associação Americana de Diabetes tomou a iniciativa de encorajar o uso do termo risco cardiometabólico.
O tratamento desta condição será direcionado para os diferentes componentes que o paciente apresentar (obesidade, hipertensão, diabetes e dislipidemia). Mas, antes de tudo, ele deverá ser orientado a perder peso e praticar uma atividade física, pois são capazes de modificar todos os cinco componentes da síndrome de uma só vez. Além disso, o tratamento medicamentoso poderá ser utilizado como medida auxiliar nos casos refratários à mudança comportamental.

 
 
 
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