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CIRURGIA BARIÁTRICA

Por Dr. Lucas Tadeu Moura – Endocrinologia e Metabologia/CRM 125.324
Fotos Divulgação

Nos casos de obesidade mórbida, sem sucesso com o tratamento clínico (medicamentos, exercícios físicos, dietas e psicoterapia) por, pelo menos, dois anos, associado ou não a doenças relacionadas ao excesso de peso (diabetes, cardiopatias, pneumopatias, apneia do sono, etc.) existe a opção do tratamento cirúrgico, genericamente chamado de cirurgia bariátrica.

Técnicas cirúrgicas pioneiras surgiram há cerca de 50 anos, inicialmente com estudos em animais de laboratório, em seguida, em humanos, porém abandonadas logo no início devido ao grande número de complicações. Em meados da década de 70, com o aprimoramento das técnicas cirúrgicas até então existentes, juntamente com a evolução tecnológica na área médica, as cirurgias passaram a ter menor número de complicações, facilitando o seguimento destes pacientes a curto e longo prazos.

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As contraindicações à realização de tal procedimento são poucas, e ainda não totalmente especificadas em consensos ou relatórios médicos, mas admite-se que pacientes com elevado risco cirúrgico, secundário a condições clínicas, como: insuficiência cardíaca grave, coronariopatias, dependência ao álcool ou drogas, e distúrbios psiquiátricos graves apresentam fatores que contraindicam a realização do procedimento.

Uma vez optado pelo tratamento cirúrgico, diversas técnicas podem ser empregadas, conforme o hábito de vida e alimentar do paciente, sendo divididas, basicamente, por dois mecanismos de ação: aquelas chamadas restritivas, em que há redução da capacidade gástrica e, com isso, restrição na ingestão de alimentos (ex: banda gástrica ajustável, gastrectomia vertical isolada), e as disabsortivas, nas quais há um encurtamento do trânsito normal do alimento pelo intestino, promovendo menor absorção (ex: derivação gastrojejunal em Y-de-Roux com e semanelgástrico, e derivações biliopancreáticas).

Todos os tipos de procedimentos cirúrgicos estão sujeitos a complicações, que variam conforme o tipo de técnica adotada e adesão do paciente às modificações alimentares exigidas para cada técnica. Nos pacientes com bandagástrica, pode haver: deslizamento da banda, erosão da parede gástrica, hemorragias ou, até mesmo, obstrução intestinal; em todas as técnicas restritivas, vômitos e intolerância aos alimentos mal mastigados podem ocorrer. Já nas cirurgias disabsortivas, complicações do ato cirúrgico imediato são as mesmas, no entanto, em longo prazo, principalmente carências minerais e proteicas podem levar a diversas outras doenças.

Todos os indivíduos operados devem manter acompanhamento com uma equipe multidisciplinar (cirurgião, endocrinologista, nutricionista e psicólogo) para prevenir, entender e tratar eventuais complicações, assim como para controlar o ganho de peso que, normalmente, ocorre em longo prazo.

 
 
 
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