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CASTRAÇÃO

Por Renata Scarpa
Fotos Divulgação

Castrar ou não castrar? Eis a questão! A castração ainda é um assunto bastante polêmico para os donos dos bichinhos.
As pessoas costumam confundir o sentimento dos humanos com o sentimento dos animais, acreditando que animais e humanos sentem as mesmas coisas e da mesma forma, e, nessa mistura, costumam também confundir desejo humano com instinto animal, certos de que homens e animais são orientados pelos mesmos impulsos sexuais.
Com comentários: "Coitadinho do meu cachorro", manifestam-se como se o animalzinho não sofresse muito mais por estar com os hormônios da procriação ativados, mas sem poder satisfazê-lo toda vez que sentir o cheiro de uma cadela no cio e, com isso, ser condenado a uma vida de estresse. Longe de ser um ato contra a natureza do bicho, a cirurgia em filhotes de cães e gatos previne doenças sérias relacionadas à produção hormonal.

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Se você tem um pé atrás quando o assunto é castração, a medida é amplamente defendida pelos especialistas que querem o bem do seu animal. “Nas fêmeas, o procedimento reduz consideravelmente o risco de tumores de mama e infecções no útero, que são muito comuns, enquanto no macho afasta problemas na próstata”.
Além das vantagens para a saúde, a esterilização muda — para melhor — o comportamento do bicho. Para começar, fica menos saidinho, o que poupa o dono do constrangimento de vê-lo se esfregando no pé do sofá ou na perna da visita, a agressividade diminui e ele deixa de urinar em todos os cantos da casa para delimitar seu território. No caso das fêmeas, todos os proprietários sabem como é incômodo o sangramento que ocorre no cio (aproximadamente dez dias, duas vezes ao ano). Removendo os ovários de sua cachorrinha este problema é eliminado.
Você só deve prestar atenção no período mais indicado para a esterilização. O ideal seria que tanto cães quanto gatos de ambos os sexos se submetessem a ela antes do primeiro cio, que ocorre entre o quarto e o sexto mês de vida, quando os hormônios entram em ebulição. Depois disso, sobretudo no caso de cadelas e gatas, a cirurgia já não funciona tão bem para evitar as doenças.

A castração não é nenhum bicho de sete cabeças, embora represente um risco, como qualquer cirurgia. Ela é feita com anestesia geral e dura cerca de uma hora e meia. Por meio de uma pequena incisão, removem-se os testículos ou os ovários e o útero. Seu animalzinho não precisa ficar internado e a recuperação é rápida. O único cuidado pós-cirúrgico é usar uma proteção local contra uma eventual agressão bem ali. Depois de sete dias, os pontos já podem ser retirados.

O pré-operatório também é simples: consiste em exames clínicos e laboratoriais, como hemograma, além de testes de função renal e hepática. Se achar necessário, o veterinário pedirá ainda uma avaliação cardíaca. Todos estes cuidados são para aumentar ainda mais a segurança do procedimento.

renata@scarpa.com.br

 

 
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