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BALTO | FREDERICK ROTH

Por Renata Scarpa
Fotos Divulgação

Passeando pelo Central Park me deparei com a estátua de um cachorro, esculpida por Frederick Roth, fiquei curiosa e resolvi saber mais sobre a história de BALTO.
Balto foi um cão rafeiro, metade husky siberiano, metade lobo, conhecido por sua astúcia. Nascido em 1919, aos cuidados do norueguês Leonhard Seppala, criador de husky siberiano e corredor de trenó, Balto foi “descartado” como reprodutor, sendo cadastrado aos seis meses de idade, devido ao fato de não se enquadrar no perfil de cão de corrida. Entretanto, Balto foi empregado nas tarefas de mineração e, aos olhos de Seppala, possuía características de um cão líder. Em 1925 houve uma epidemia de difteria em Nome no Alaska, que se alastrou entre as crianças da cidade. Por causa das tempestades de neve, que bloquearam todos os meios de comunicação, era impossível a chegada de medicamentos. A única solução para obter os remédios seria a utilização de um trenó puxado por uma matilha de cães liderados por Balto.
Foi através de 20 condutores de trenó com 150 cães em um processo de revezamento com pontos de trocas, cobrindo o equivalente a mais de mil quilômetros em um tempo recorde de pouco mais de cinco dias a solução encontrada para o transporte, constituindo assim a “Corrida do Soro”, ou “Great Race of Mercy”.

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Entre cães e condutores, algumas figuras se destacam, como o condutor Gunnar Kaasen e Balto. Estes percorreram os 85 quilômetros finais do trajeto entre as cidades de Bluff até Nome, sendo o cão glorificado e reconhecido por todos os Estados Unidos como um herói.
Ambos, Gunnar Kaasen e Balto, tornaram celebridades, estrelando um filme de curta metragem chamado “Balto’s Race to Nome”, além de realizar uma turnê pelos EUA. Após este período, Balto e os demais cães foram colocados em um espetáculo popular, vivendo em péssimas condições, sendo resgatado posteriormente por George Kimble, em 19 de Março de 1927 e vivendo o resto de sua vida no zoológico de Cleveland, Ohio.
Parcialmente cego e surdo, sofrendo de artrite canina em suas pernas traseiras, o coordenador do zoológico Curley Wilson, junto com o veterinário Dr. R.R. Powell realizaram, em 14 de Março de 1933 às 14h15min horas, a eutanásia de Balto, sendo empalhado e exposto no Museu de História Natural de Cleveland até os dias atuais.
E a estátua de Balto foi erguida em Nova Iorque para homenagear todos os cães que participaram da corrida.

renata@scarpa.com.br

 
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