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PET TERAPIA

Por Renata Scarpa
Fotos: Regina Motta – www.fotopatas.com.br

Desde a época das cavernas o homem divide seu espaço com diferentes animais e, dessa convivência prazerosa entre diferentes espécies, surgiu a domesticação. Hoje, existem animais de estimação das mais variadas espécies, capazes de se encaixar em inúmeros lares, com costumes e estilo de vida diferentes. Do proprietário mais tranquilo ao mais agitado e atarefado, do solitário ao baladeiro, do solteiro ao pai de família. Todos podem (e devem) ter um animal de estimação.

Sabemos que a simples presença de um animal em um ambiente promove bem estar e alegria, além de influenciar na saúde física dos donos e de ter um importante papel no tratamento de doentes mentais.

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Viajando no tempo, mais especificamente para a década de 1960, pesquisas sobre os efeitos benéficos trazidos pela convivência com nossos amigos peludos foram comprovados quando se avaliou pacientes recém-infartados em processo de recuperação. Foi observado que quem possuía um bichinho de estimação não somente teve menor incidência de novos infartos nos 12 meses seguintes, quando a probabilidade de recidiva é maior, como também apresentou diminuição da pressão arterial, maior relaxamento psíquico e, consequentemente menor nível de stress.

Mais além, foi observado que por período prolongado, essa companhia de bichinhos tão especiais proporciona o desenvolvimento de diferentes habilidades: aprendizagem de conceitos, motricidade, expressão de emoções, estimulação da linguagem e até mesmo senso de responsabilidade (esta última, muito benéfica no amadurecimento de crianças com problemas comportamentais).

Muitas pessoas, no entanto, não têm coragem de assumir um animal de estimação. Pode ser por medo do apego que possam sentir ou até mesmo covardia para assmir essa responsabilidade. Com isso, elas simplesmente se abdicam de sentir “um dos amores” mais puros.

Você já teve um dia horrível no trabalho e deixou o mau humor para o lado de fora assim que chegou em casa e encontrou seu animal de estimação lhe esperando alegre e ansioso?
Se essa cena nunca ocorreu em sua vida, fique atento: talvez o que falte para completar o “seu mundo” seja o companheirismo oferecido por esses amigos tão especiais.
Depois da família constituída, dos filhos crescidos, ou até na velhice solitária, torna-se mais importante a presença e a companhia de um animal de estimação, que é capaz de suprir a atenção exigida nessas fases.

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A psicóloga Kátia Aiello afirma que um cão fortalece os vínculos entre o idoso e a vida. “A memória afetiva do idoso é resgatada no processo de integração entre ele e o cão”. Há alguns anos cães-terapeutas vêm sendo levados à hospitais, asilos ou à casa de doentes em todo o mundo para auxiliar no tratamento de males como depressão, câncer e Alzheimer apresentando resultados animadores.

Esse tipo de terapia, de início relegada à prateleira das Desde a época das cavernas o homem divide seu espaço com diferentes animais e, dessa convivência prazerosa entre diferentes espécies, surgiu a domesticação. Hoje, existem animais de estimação das mais variadas espécies, capazes de se encaixar em inúmeros lares, com costumes e estilo de vida diferentes. Do proprietário mais tranquilo ao mais agitado e atarefado, do solitário ao baladeiro, do solteiro ao pai de família. Todos podem (e devem) ter um animal de estimação.

Sabemos que a simples presença de um animal em um ambiente promove bem estar e alegria, além de influenciar na saúde física dos donos e de ter um importante papel no tratamento de doentes mentais.

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Viajando no tempo, mais especificamente para a década de 1960, pesquisas sobre os efeitos benéficos trazidos pela convivência com nossos amigos peludos foram comprovados quando se avaliou pacientes recém-infartados em processo de recuperação. Foi observado que quem possuía um bichinho de estimação não somente teve menor incidência de novos infartos nos 12 meses seguintes, quando a probabilidade de recidiva é maior, como também apresentou diminuição da pressão arterial, maior relaxamento psíquico e, consequentemente menor nível de stress.

Mais além, foi observado que por período prolongado, essa companhia de bichinhos tão especiais proporciona o desenvolvimento de diferentes habilidades: aprendizagem de conceitos, motricidade, expressão de emoções, estimulação da linguagem e até mesmo senso de responsabilidade (esta última, muito benéfica no amadurecimento de crianças com problemas comportamentais).

Muitas pessoas, no entanto, não têm coragem de assumir um animal de estimação. Pode ser por medo do apego que possam sentir ou até mesmo covardia para assmir essa responsabilidade. Com isso, elas simplesmente se abdicam de sentir “um dos amores” mais puros.

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Você já teve um dia horrível no trabalho e deixou o mau humor para o lado de fora assim que chegou em casa e encontrou seu animal de estimação lhe esperando alegre e ansioso?
Se essa cena nunca ocorreu em sua vida, fique atento: talvez o que falte para completar o “seu mundo” seja o companheirismo oferecido por esses amigos tão especiais.
Depois da família constituída, dos filhos crescidos, ou até na velhice solitária, torna-se mais importante a presença e a companhia de um animal de estimação, que é capaz de suprir a atenção exigida nessas fases.

A psicóloga Kátia Aiello afirma que um cão fortalece os vínculos entre o idoso e a vida. “A memória afetiva do idoso é resgatada no processo de integração entre ele e o cão”. Há alguns anos cães-terapeutas vêm sendo levados à hospitais, asilos ou à casa de doentes em todo o mundo para auxiliar no tratamento de males como depressão, câncer e Alzheimer apresentando resultados animadores.

Esse tipo de terapia, de início relegada à prateleira das 'alternativas', já ocupa seu lugar na Ciência. A ONG americana Delta Society, dedicada à terapia animal assistida, reúne em seu site mais de cem estudos sobre o assunto. Em seu banco de dados o que mais chama atenção são os benefícios da Terapia Pet. O mais significativo foi publicado em 1995, no American Journal of Cardiology, e prova que o convívio com animais ajuda a controlar o stress, diminui a pressão arterial e reduz os riscos de problemas cardiovasculares.

Benefícios da Pet Terapia:
-Diminuição da pressão sanguínea e frequência cardíaca;
-Calmante e anti-depressivo;
-Melhora do sistema imunológico;
-Estímulo da interação social;
-Melhora da capacidade motora;
-Diminui quantidade de medicamentos utilizada;
-Melhora a auto-confiança e auto- estima;

Existem dois tipos diferentes de Pet Terapia: as Atividades Assistidas por Animais como o cachorro, coelho, jabuti, cabra, ovelha e pássaro e a Terapia de Reabilitação Assistida por Animais, onde são utilizados preferencialmente cães e cavalos no auxílio terapêutico e educacional voltado para reabilitação e educação, proporcionado ganhos motores e psicológicos.

CURIOSIDADES:
Desde a época de 70, golfinhos são utilizados no tratamento de pacientes com Síndrome de Down e portadores de doenças degenerativas musculares.

A pressão sanguínea diminuiu enquanto se observa peixes nadando em um aquário.

Nos autistas, a Pet Terapia proporciona melhora na capacidade de comunicação e na sensibilidade, mesmo que muitos desses pacientes não falem e tenham aversão ao toque. Eles precisam lidar com um cão maior. Vale lembrar que animais maiores têm mais tolerância a um puxão no rabo ou de orelha, os menores são mais bravos.

HISTÓRICO:
Na Alemanha, depois da Segunda Guerra Mundial, soldados que buscavam bombas com a ajuda de cães ficaram cegos e foram guiados por esses animais após a deficiência. Por volta de 1972, um hospital psiquiátrico da Inglaterra permitiu o contato dos pacientes com animais de fazenda. Depois da experiência, foi constatado que os doentes estavam mais tranquilos e já não precisavam utilizar os medicamentos com tanta freqüência. No Brasil, a pet terapia surgiu em 1997. Naquele ano, a psicoterapeuta Hannelore Fuchs visitou hospitais em São Paulo levando animais consigo e notou resultados positivos nos doentes.

 

renata@scarpa.com.br

 
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