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NATAL E ANO NOVO

Por Renata Scarpa
Fotos Divulgação

O fim do ano está chegando e junto vem as viagens, as comemorações, os panetones ou chocotones, as cerejas, uvas e toda a beleza dos fogos de artifício, que trazem como acompanhamento seu barulho ensurdecedor. Seu cachorro vai te acompanhar em toda essa maratona?? Leia essa coluna até o fim.

Há quem ainda acredite que cachorros PRECISAM de chocolate, ou sorvete, ou tudo aquilo que adoramos de paixão. Se você gosta do seu cão, entenda que isso tudo faz um mal enorme. Dar chocolate aos cães pode ser fatal!
Acha que estou exagerando?? Um ingrediente do chocolate, a teobromina, estimula o sistema nervoso central e o músculo cardíaco. Cerca de 1 kg de chocolate ao leite, ou 146 g., de chocolate de culinária são suficientes para matar um cão de 22 kg. Nem pense em fazer as contas para checar “quantos gramas eu posso dar ao meu cão”, pois, se é tóxico, mesmo em pequenas quantidades causa desconforto gastrointestinal, alergias de pele etc.

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Seu cãozinho vive pedindo um pouco de tudo aquilo que você come? Saiba que na mesa de Natal há outro inimigo potencialmente tóxico: a uva (fresca ou uva passa). Recentemente, têm sido identificados alguns casos de falência renal aguda devido à ingestão de uvas e uvas passas por cães. A existência ou não de efeitos semelhantes em gatos ainda é uma incógnita. Ele não precisa de uvas ou panetone para sobreviver, precisa? Então, deixe-o fora dessa!

Pulamos agora para o Reveillon:

O ouvido humano é sensível, mas não quando comparado ao ouvido dos cães e gatos. Estes têm a capacidade auditiva 4 a 5 vezes maior que a nossa. Por isso são tão queridos como cão de guarda, por isso são tão utilizados para a caça, e por isso, também, devemos zelar pelos pobrezinhos no réveillon (e nas finais dos campeonatos de futebol).

Barulhos altos podem significar perigo. Por isso, de maneira geral, os animais tentam fugir de tais sons. Estrondos passam a ideia de que algo grande e poderoso se aproxima. O medo inicial pode evoluir e se transformar em fobia, ou seja, aversão exagerada, sendo que, na maioria das vezes, os sintomas ficam mais severos a cada nova exposição a esse estresse. Em alguns extremos, quando hospedados em locais onde nunca frequentaram, sem ter por onde fugir, e sem companhia para acalmá-los, podem até mesmo morrer de estresse, acreditem. Já presenciei uma situação dessas há alguns anos, em que a somatória local desconhecido + isolamento + fogos de artifícios = óbito.

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Pets com medo ou fobia podem apresentar as seguintes alterações de comportamento:

- Escondem-se (embaixo da cama ou dentro do armário);
- Tentam fugir: vagam pelas ruas e acabam perdidos ou atropelados;
- Vocalizam excessivamente: grunhindo ou latindo;
- Param de comer;
- Fazem xixi e cocô em locais inadequados;
- Apresentam tremores;
- Seguem os donos por todos os lugares.

O que podemos fazer?

O ideal é procurar o auxílio de um veterinário especialista em comportamento animal. Terapias alternativas como homeopatia, florais e acupuntura ajudam a diminuir o medo e a ansiedade.

Infelizmente, o sucesso do tratamento depende da resposta individual, do tempo desde o aparecimento dos primeiros sintomas e da dedicação do dono em seguir as recomendações prescritas. Se você ainda não sabe como seu cão pode se comportar nessas situações e teme que algo do tipo possa acontecer, algumas medicações podem ser administradas nessa época, e o médico veterinário pode auxiliá-lo nessa fase.

De qualquer modo, algumas dicas podem ajudar a amenizar os sintomas e melhorar a vida de nossos queridos companheiros:

- Coloque seu pet em um lugar onde ele se sinta seguro, com iluminação suave e, se possível, com um rádio ligado com música.

- Não reprima o comportamento de medo durante as crises: isso só aumentará mais a ansiedade e os sintomas;

- Associe os barulhos a algo que seu pet goste muito, por exemplo, antes de tempestades ou fogos, dê o biscoito preferido, leve-o passear ou brinque com ele. Isso servirá para distraí-lo. Mas atenção: não pararique demais. Isso pode fazer com que o cão associe fogos ou qualquer barulho muito alto com coisa boa.

- Se estiver fora de casa, verifique se muros, cercas e portões estão fechados e são suficientes para impedir a fuga do seu animal, mesmo que ele esteja apavorado, e não se esqueça de colocar uma coleira com plaqueta de identificação no pescoço do seu cão ou gato, pois é importante para achá-lo no caso de fuga.

Se for viajar e deixar seu bichinho...atenção:

Se for deixar seu animalzinho em casa, procure não mudar muito a rotina dele, lembrando que alguns sofrem com ansiedade de separação, o que faz com que mudem o comportamento devido ao estresse causado pela ausência do dono;

Se não tiver ninguém para cuidar dele em casa, a solução é deixá-lo em um hotelzinho. Pesquise, peça informações, certifique-se de que tenha um veterinário de plantão, entre em contato com alguém que já deixou algum animal de hóspede e vá conhecer o lugar antes. O ideal é que seu bichinho já tenha estado nesse local antes, assim, o “desconhecido” não será mais um problema;

É muito importante que vacinas e vermífugo estejam em dia, já que ele entrará em contato com outros animais;

Leve a ração habitual do seu bichinho. Mudanças bruscas na alimentação podem causar diarreia e vômitos;
Coloque algo SEU na bagagem do cão, pois sentir o cheiro do dono funciona muito bem para tranquilizar o cão;
Envie também os brinquedos preferidos dele.
Se ele puder ir com você, vale a pena lembrar que:
Para as viagens aéreas, recomenda-se não alimentar o animal antes da viagem (aproximadamente 3 horas antes de embarcar);
Devem viajar em caixas de transporte especializadas (possuir espaço suficiente para que seu animal consiga dar uma volta completa em torno de si) e, dependendo da companhia aérea, é possível que animais de até 6kg viajem na cabine dos passageiros. Animais de maior porte devem viajar no compartimento de bagagem;
Documentação necessária: Microchip, Certificado de Saúde – emitido pelo médico veterinário; carteira de vacinação atualizada com etiqueta da vacina constando o laboratório, o tipo e o número da partida. A vacina antirrábica é obrigatória para animais com mais de 120 dias e deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e há menos de um ano da viagem;
Para viagens internacionais, é necessário um CZI (Certificado Zoosanitário Internacional) emitido pelo Ministério da Agricultura, gratuitamente, nos aeroportos internacionais. Além disso, cada país possui seu trâmite para o transporte de animais. Informe-se na embaixada e consulado do país, já que as exigências sanitárias podem mudar de um país para o outro....nos países europeus, as exigências são maiores e o preparo para o embarque deve ser iniciado, ao menos, 4 meses antes.
Ufa!!! Boas festas e boa viagem!!!

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renata@scarpa.com.br

 

 
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