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AS CURIOSIDADES DO NOVO TOYOTA IQ

Por: Unit Team
Fotos: Divulgação

O iQ é o mais recente lançamento da Toyota que pensa em um público que pretende um carro supercompacto, mas que não abre mão do luxo dos carros grandes.

Dizem os dicionários que inteligência é a capacidade de resolver problemas. E para resolver os problemas de circulação nas congestionadas cidades européias, e mesmo assim levar quatro passageiros, a Toyota lançou o iQ.
Mede menos de três metros, mas oferece quatro lugares, e o seu nome não podia ser mais bem escolhido. As suas formas conseguem esconder com mestria as dimensões muito compactas. Só mesmo ao lado de carros convencionais é que o iQ nos convence das dimensões contidas, até porque, no fundo, a sua arquitetura é tradicional: motor e tração dianteira e, até mesmo, o motor é original de modelos de maiores dimensões, como Yaris, por exemplo.
As linhas rompem por completo com tudo o que estamos habituados na Toyota. A dianteira destaca-se pela largura, mas também pelas formas simples, mais elegantes, que, aliás, estende-se a todo o automóvel. As enormes rodas em cromado, de série, são outros dos detalhes que distinguem este modelo. Mas mais que a sua estética, é a sua capacidade para acolher quatro ocupantes em menos de três metros de comprimento.

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A configuração 3+1 do iQ quer dizer, tão simplesmente, que o espaço destinado ao passageiro traseiro do lado direito é maior devido ao desenho assimétrico do tablier, que permite ao passageiro da frente não recuar tanto o banco quanto o condutor. Isto quer dizer que o pequeno Toyota se destina a transportar três adultos e uma criança. Se, no dia-a-dia, só precisar de três lugares pode rebater o outro banco e ampliar um pouco mais a capacidade da mala. Com a lotação para quatro lugares, o bagageiro praticamente não existe, mas prescindindo de um lugar, passa a oferecer uma capacidade para 242 litros, um valor razoável para um citadino. Caso optemos por rebater os dois bancos, o bagageiro ganha outra dimensão e permite, ainda, graças a uma cobertura em lona, esconder a bagagem.

Com o objetivo de fazer caber tudo em menos de três metros do iQ, os engenheiros da Toyota deram asas à imaginação e redesenharam diversos componentes mecânicos, tais como um novo e compacto diferencial frontal invertido e uma caixa da direção numa posição mais elevada, libertando espaço para o grupo propulsor surgir mais recuado do que é habitual. As rodas colocadas nos extremos da carroçaria escondem as longarinas dos chassis, as quais ganharam uma forma pouco comum, para que as rodas dianteiras tenham um maior ângulo de viragem, aumentando a agilidade deste modelo. Outra curiosidade deste modelo é o depósito de combustível ultrafino, instalado por baixo dos bancos dianteiros, que permitiu uma melhor arrumação do espaço interior. Com todos estes truques, os responsáveis da Toyota conseguiram projetar um habitáculo pequeno, mas, ao mesmo tempo, “enorme” para um carro com as dimensões do iQ.

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Como os grandes
Ao acedermos ao habitáculo, somos facilmente atraídos pelo design, equipamento e organização de todos os comandos. Ao contrário de outros citadinos, o iQ não faz qualquer concessão, quer na qualidade dos materiais, como montagem, quer, até mesmo, no equipamento. Como exemplo, refira-se que no nível iQ2 (lê-se iQ ao quadrado), o minicitadino da Toyota está equipado com equipamentos que os modelos do segmento sonham ter. Para enumerar apenas os mais representativos, o iQ2 conta de série, entre outros, com sensores de luz e chuva, retrovisores elétricos, aquecidos e rebatíveis eletronicamente, comandos no rádio no volante, jantes de liga leve de 15 polegadas e faróis de nevoeiro. Mas, o iQ surpreende tudo e todos, ao estar equipado com um total de nove airbags (todos de série), com destaque especial para o airbag colocado junto ao vidro traseiro com vista a proteger os viajantes dos dois bancos mais recuados num impacto mais forte. São mais dois a três airbags face ao que oferece os modelos de dois segmentos acima. Para, além disso, a unidade ensaiada estava dotada de um sistema de navegação muito completo, contando ainda com ligações auxiliares para iPod, MP3 e cartões micro SD e bancos aquecidos num misto pele Alcântara.
Em nível de espaço, o iQ faz-nos sentir que estamos no interior de um automóvel de outro segmento, tal é o espaço disponível, revelando um excelente trabalho neste domínio. Até mesmo a sensação que transmite, nomeadamente quando olhamos para o lado do passageiro, e a distância que estamos do para-brisa ou mesmo da consola cria sempre uma forte sensação de desafogo, que se confirma na realidade. A posição de condução é perfeita, mesmo para condutores de elevada estatura e os comandos principais estão bem colocados. Apenas os botões do computador de bordo estão escondidos atrás do volante, tornando o seu acesso difícil.

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68 fogosos cavalos
A versão ensaiada estava equipada com o comprovado e ágil motor 1.0 a gasolina de três cilindros com 68 fogosos cavalos. Este bloco, já conhecido de modelos como o Yaris e Aygo, mostra-se perfeitamente adequado à personalidade do iQ. Além de uma excelente disponibilidade para subir de rotação, é também pouco guloso, para o que contribui o baixo peso deste modelo, que também beneficia também as suas performances. Associado à transmissão Multidrive, uma caixa automática de variação contínua, este modelo torna-se um verdadeiro “brinquedo” na cidade, em que apenas é preciso acelerar e travar. Por vezes parece que apenas lhe faltam asas para superar todos os obstáculos na cidade, nomeadamente as intermináveis filas de trânsito. Este motor a gasolina tem, como média indicada pelo construtor, um valor de 4,7 litros que não conseguimos alcançar. Mesmo assim, ficamos nuns muito razoáveis 6,5 litros de média por cada 100 quilômetros.

Comportamento ágil

Outros dos seus atributos é a agilidade, facilidade de condução e de estacionamento. Apesar das suas dimensões compactas e das soluções empregues na sua construção, a sua condução não exige qualquer período de habituação. A partir do momento em que nos sentamos ao volante e começamos a circular, não temos que nos adaptar a algum feitio ou defeito. Tudo se mostra muito intuitivo e muito natural, mesmo em curva. O comportamento dinâmico é surpreendentemente ágil e seguro. Mas é mesmo no ambiente citadino que este modelo mais nos cativa. A direção, além de leve, permite-nos inverter a marcha apenas em 7,9 metros e realizar manobras de estacionamento em espaços muito apertados e onde pensamos ser impossível. Nesta situação, o iQ parece rodar sobre ele próprio. Além disso, o fato de ser bastante largo beneficia a estabilidade em estrada e a distância entre eixos de apenas dois metros não resulta no habitual saltitar brusco dos pequenos carros, oferecendo um elevado nível de conforto.
O iQ apresenta-se como a melhor forma de enfrentar a cidade com muito estilo. Só mesmo o preço poderá demover muitos dos interessados. A versão ensaiada, equipada com o motor 1.0 a gasolina, e associada à transmissão Multidrive, é proposta por pouco mais de 15.600 euros. O acesso à gama faz-se a “troco” de 12.980 euros, ainda assim, mais 1500 euros face às versões intermédias do Aygo.

Fonte: Auto Portal

 

 
 
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