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PLUGADO NA TOMADA
Por Sergio Bruno Tórtora
Fotos Divulgação

A cada dia as indústrias automobilísticas estão à procura de alternativas para um combustível mais limpo e ecológico. Metanol, álcool, hidrogênio, híbridos e elétricos. Mas pelo visto, as tendências apontam para este último como uma das soluções mais interessantes para o futuro. Várias montadoras já apresentaram seus protótipos e até carros definitivos movidos a eletricidade. Até ai está tudo bem, mas eu fico com uma pergunta: Por que carro elétrico tem de ser feio?

Você pode até achar alguns bonitinhos, mas vai concordar comigo: eles têm desenhos curiosos, diferentes daqueles que estamos acostumados a ver. Mas gosto não se discute, não é mesmo?

O primeiro carro elétrico fabricado em série que eu tenho conhecimento foi o Detroit Eletric fabricado no inicio do século 20; parecia mais uma charrete sem cavalos ou um carro sem frente. Uma raridade bem estranha.

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O empresário brasileiro Amaral Gurgel, famoso por ter produzido veículos como o Gurgel, o Super Mini e o BR 800, já tinha esta visão de futuro. Em 1974 apresentou o Itaipu, que possuía mais de 16 baterias convencionais e podia atingir até 75 km/h. Por problemas técnicos e também financeiros o projeto não decolou. E seu desenho já era bem estranho, até mesmo para a época.

Recentemente foi anunciada, no Paraná, a construção da primeira fábrica de carros elétricos do Brasil. Investimento de milhões de reais e com tecnologia chinesa. O veiculo apresentado, o Reva, tem traços bem desproporcionais.

Três grandes montadoras mundiais já oferecem ao mercado modelos híbridos (uma união de motor elétrico com o convencional) e duas montadoras japonesas apresentaram recentemente seus carros totalmente elétricos, que estarão disponíveis no mercado nos próximos anos.

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Os híbridos são meio desajeitados, grandalhões, enquanto que os elétricos parecem olhar para nós com uma cara mal humorada e insatisfeita. Talvez por não ter tanta potência e nem autonomia para pegar uma praia no fim de semana e relaxar.

Gostos à parte, prefiro encerrar esta crônica com uma história curiosa. O Mestre Henry Ford, para convencer a população de Nova York a trocar sua frota de charretes por automóveis, alegou que iria tirar mais de duas toneladas diárias de esterco de cavalos das ruas, transformando assim a cidade na mais limpa e higiênica do mundo.
Hoje estamos em busca de novos mestres para novas soluções e só amanhã saberemos os transtornos que estas novas alternativas irão causar a nós e a natureza. Enquanto isso, aproveitem bem a fartura das suas tomadas elétricas!

*sergiobruno@terra.com.br

 

 
 
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